O trem tá feio - Oswaldo Oleari

11 de abril de 2014
- "O trem tá feio".

Disse isso daí a um interlocutor bem informado, atuante na área ambiental, ex de um montão de funções públicas.

Ele respondeu: "tá mesmo, tá de vaca não reconhecer o filho bezerro".

Tá esquisito. Tem gente pelaí, mal formada e mal informada, que anda falando muito da dolorosa de 1964, mas se esquece que a era Jango tava uma bagunça absoluta.

Os pelegos sindicalistas dominavam a cena, enquanto o fantasioso general Assis Brasil delirava com um suposto esquema pelo qual estaria "tudo sob controle".

Como legalista que sempre fui, fiz público meu protesto pela deposição de um presidente da república. Não era pelo Jango, em quem não acreditava e que, na verdade, travestiu-se de reformador, chupando as idéias de Jãnio Quadros, que já propunha na campanha eleitoral um certo número de reformas. Reformas, a propósito, que não foram feitas até gurinhamemu.

Sempre acreditei que o menos pior caminho ainda é a legalidade, a eleição apesar de tudo, a via legal, democrática.

Mas, não imaginava que as coisas fossem tomar os rumos que tomaram. A expectativa de que o "bode barbudo" e seus idealizadores fizessem algo, acertassem um tanto de coisas, frustrou-se logo, logo.

Sindicalistas, militantes e ex-guerrilheiros, estavam sequiosos de poder e não de um projeto de governo. E logo, aloprados, corruptores e corruptos, selaram uma grande aliança e foram todos para os restaurantes carésimos de São Paulo, Paris, Nova Iorque e periferia. Com vinhos de R$ 5 mil por garrafa.

E todos os dias tem um escândalo novo.

Tanto quanto - ou mais - nos governos anteriores: de D. João Sexto ao marechal monarquista que deu um golpe de Estado na Monarquia, a Sarneirossauro rex, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello - hoje, aliado desde criancinha.

Tá feio. Tá desanimado.

(Oswaldo Oleari)

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Don Oleari

Do colega Rubens Pontes, Diretor de Conteúdo do Portal DOPC, chegou por imeil:

- Amigo Oleari:

Tentei postar um comentário ao pé da coluna, mas não consegui...
Nele eu dizia, mais ou menos, o seguinte:

- Perfeita, Osvaldo Oleare, sua leitura da conjuntura brasileira. Quem, com a nossa
formação, nega ser a democracia a forma de governo mais palatável?

O que não se pode - e o que se tem feito nesta última década - é confundir as
instituições com os homens que sazonalmente as compõem.

O Congresso com as duas Casas que o formam; o Judiciário com todas as
suas instâncias; o Executivo com suas três vertentes, esses poderes permanecem
e são constitucionalmente independentes e autônomos.

Os homens que os ocupam,a os degradam, passam, que Deus é (quase) sempre generoso com a humanidade por Ele criada.

Parabens pela lucidez do seu texto. Eu o assinaria, com muita honra.
Abraço.
Rubens".

Don Oleari

Caro Rubens,amigo, parceiro, apoiador, estimulador:

Vou passar para a nossa competente parceira, a Betty, para ela conferir.
Consegui publicar de primeira. Mas, ontem, também surgiram pequenos problemas na hora de testar a nova formatação que ela criou, atendendo uma sugestão sua.

Particularmente, disse isso daí à nossa caríssima Betty, achei ótima a modificação, pois facilitou a postagem.

Conforme, temos acertado - e você, mais que ninguém, assimilou bem isso daí - a coluna A Voz do Dono é isso aí memo.

Cada um de nós, você, a Betty Vern, eu, o Alencar Garcia de Freitas, o Gutman Mendonça, o Claudio Lachini, o Orlando Eller, os colunistas colaboradores, e eventuais prticipantes, põe na telinha leitosa um pequeno comentário sobre um momento, uma reação, uma doideira qualquer.

Vamuquivamu. Agadeço a você especialmente o apoio e o esforço para que a gente siga, apesar dos desânimos ocasionados pelas cacetadas do percurso.

Don Oleari

Revisão:

- ...Conforme temos acertado (sem a vírgula)...
- ...e eventuais participantes, põem na telinha leitosa...
- ...e sigamos nós, FLAtleticanos, porque, como disse alguém, os grandes não se prostram por derrotas eventuais como os pequenos e medíocres.

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