Oswaldo Oleari: Treinando pra ladrão

20 de maio de 2014
Tá de mãe vaca numcunhecê o fii bizerrim de poucos dias. Tá brabo.

- "Tá estarrecedor", diz-me meu véi amigo e parceiro Rubens Pontes.

- "Tá um nojo", diz-me meu amigo e parceiro - que me considera seu irmão mais véi - José Côco Fontan.

- "Estou pensando em passar uma longa temporada na Costa Rica, no Uruguai, ou bem na roça, onde não tem tevê, inferneti, nem uastap...", diz-me um casal de advogados que conheci pelo caminho últimos dias.

Tá memo.

Tá uma merda.

Tá um tanto de gente ameaçando outro tanto de gente que não concorda com o tanto de gente que faz vistas largas para a roubalheira de políticos de todos os partidos e repartidos políticos, de mega-empreiteiras, de mega negociatas multi mega internacionais.

Itão aí as mega francesas e suecas na roubalheira do metrô de São Paulo. Itão aí as mega verdeamarela faturando zilhões em obras com contas e códigos secretos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em países da periferia da América Latrina e mama África.

E a macacada... - opppsss! - e a afrodescendentada aplaudindo...

Vixe, mainha, os blequibosta pagos pelos partidos ameaçam, xingam, destratam e há um batalhão deles na inferneti, nas redes... - itaí o feissibuqui pranum me deixar mentir...sozinho.

No feissibuqui tão patrulhando, tão policiando - e tem até neguim (neguim, mulatim, pardim, branquelim)ameaçando de morte autoridade suprema do supremo da justiça.

Budaguiubariu! quinemqui diz meu amigo Turquim, da feira. Tá phoda esse climão quitão tentando criar pra intimidar os que não votam no voto do bolsa família.

Mas também não votam nos que perderam o rumo, o prumo, a trilha, itão perdido num discurso perdido - os do MSC (Movimento dos Sem Candidato).

Essa horda raivosa, que censura, que quer censura, que quer calar os de outras hordas, só pensa na presidanta ou em seu escudeiro, aquele um que disse numa nunca bem explicada entrevista em Paris que estavam fazendo uqui os outros partidos sempre fizeram.

E depois repetiu exaustivamente que não sabia de nada.

Nem eu. Se soubesse que podia fazer os malfeitos que outros fizeram, tinha roubado um tiquim por onde passei. Onde, aliás, nem usei o carro destinado aos diretores.

Enquanto que uns e outros... - vou guardar minha boca pra cumê um pacotim de farinha bem torradinha, de Nazaré das Farinhas/Ba.

Patrulhar, censurar, policiar - ahhh, isso daí já conheço dos anos 1964 até 1985...

Numtô a fim de outra temporada tal e qual.

Nem de "democracia ao Rum" (o pior é quié cum cocacola), nem de "democracia bolivariana". E muito menos de "democracias africanas" de 20 e 30 anos.

Eu quero é samba genuíno - opppsss! - eu quero é meu jazz blues, eu quero é minha caipirinha cercada de vinhos nos intervalos.

Eu quero é o extremo Torresmo do João, o autor do melhor feijão do hemisfério sul. Ou o ótimo caranguejo do Assis niquiqui terminar a temporada do defeso. Ou a ótima sardinha do Quiosque 171, do Paulo e da Maria Helena. Ou...

Eu não quero a Copa, a RouboCopa do palhaço do Jerome Valcke, do Blatter e seu diligente parceiro, esse um Aldo Rabelo, que vive abanando sua protuberância traseira presses reis da bola.

Ióia aí que esses aí entendem de bola mais que deputados e senadores brasileiros...podem ter certeza.

Aí garro a matutá se vale a pena infiá mais besteira, quinemqui essas que escrevi aí, em cima do tantão de besteira quitá rolando pelo Brasil Varonil Céu de Anil (Oswaldo Oleari).

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