Alenca Garcia de Freitas

31 de dezembro de 2014
......Balanço anual: político, material e espiritual

......Ao final de cada ano e início de novo ano, várias organizações – indústria, comércio, banco, poderes executivo, legislativo e judiciário e até mesmo igrejas – trabalham para apresentar seus respectivos balanços, revelando, assim, os números do financeiro e da membrazia, esse dado no caso das igrejas......

Parece que as empresas e os bancos levam isso mais a sério porque seus acionistas fazem questão de saber a quanto vão seus investimentos; nos poderes públicos as contas estão sempre sujeitas à análise dos tribunais de contas, isso quando envolvem cifrões; mas no caso de vereadores, deputados e senadores e também no caso de igrejas em geral como são feitas as prestações contas? Estas não deveriam ser publicadas em jornais?

No caso de vereadores, deputados e senadores, os chamados representantes do povo, não deveriam prestar contas, anualmente ou de quatro em quatro anos de seus mandatos antes de se candidatar novamente? Por exemplo, os legisladores não deveriam vir a público para informar aos seus leitores quais os projetos de lei de interesse público apresentaram e desses quantos foram aprovados?

É mais do que legítimo o eleitor pretender que os candidatos em que votaram prestem contas de suas atividades políticas antes de se lançarem a nova disputa; mas na prática não é o que acontece, lamentavelmente, eles voltam a pedir votos, com a maior cara de pau, apresentando apenas uns discursos furados com a intenção de conseguir mais um mandato eletivo.

Por outro lado o eleitor ainda não aprendeu a exigir dos candidatos em que votaram esse tipo de prestação de contas, o que revela a falta de consciência política do eleitor.

Acredito, no entanto, que ainda há tempo para isso, antes que seja tarde demais.

Alencar Garcia de Freitas é jornalista

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